
Tá na moda ser crente. O mundo inteiro entrou numa onda de positivismo depois que o estouro do lema “Sexo, drogas e Rock’in Roll” passou. As pessoas se preocupam com a saúde, se importam com o ambiente e fazem várias correntes em prol da paz e da solidariedade. Um moralismo tomou conta da sociedade contemporânea e ser crente virou a moda da vez. Ainda que a promiscuidade tome conta do mundo, mesmo que a violência se torne cada vez mais avassaladora e ainda que ainda existam pessoas descrentes, o fenômeno da “crentelização” é forte e concreto.
É importante salientar que quando falo em crente quero mencionar todo aquele que crê em algo religioso. Não estou me referindo ao cristianismo e nem mesmo outro gênero especificamente, estou falando dessa tendência, que age não só como modeladora de princípios e costumes, mas como modeladora, também, das redes sociais. O ser humano, além da gradativa busca pela moral, vive intensamente a heterogeneidade das malhas sociais. Significa que as pessoas enxergam nas variadas tribos religiosas, não só a oportunidade de ter uma experiência espiritual e introspectiva, mas, também, de ingressar em um novo meio em busca da socialização intensa que envolve o mundo.
Tudo estaria certo, tudo estaria ótimo se o mundo inteiro entrasse na “corrente do bem” e resolvesse se dedicar seriamente aos princípios religiosos. Mas o que acontece, pelo menos é o que eu vejo, é que as pessoas pouco se importam em conhecer as religiões, entender as doutrinas e experimentar a vida com a ajuda e guia de algo superior. E é justamente esse “algo superior” que predomina nos discursos dos candidatos a crentes. Com esse falso moralismo, as crenças, na verdade, passam a ser ajustes que o homem faz para moldar a religião ao seu modo de pensar e agir de uma maneira que fique cômoda a intervenção de “algo superior”. Nesse sentido o número de igrejas, movimentos, seitas e grupos criados é espantoso e têm sempre aqueles que dizem acreditar em um “ser superior”, sem que para isso haja doutrina ou algum embasamento para tanto.
Eu, como uma pessoa religiosa, ficaria muito feliz em ver o mundo caminhar para uma melhora espiritual. Eu já cansei de ver as tragédias que o próprio homem tem causado e como isso tudo poderia ser evitado se o mundo todo estivesse em contato com o amor e em harmonia com o próximo. Mas para isso, não basta fingir que acredita, fingir que adora, brincar de ser crente. As pessoas precisam acreditar em algo superior de coração aberto, com sinceridade e honestidade. Sem entrega não há salvação, e o mundo precisa muito de salvação!
Mas é importante salientar que na bíblia, Deus já havia nos alertado:
“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24:11.

Ótimo post, Dé!
ResponderExcluirConcordo plenamente e acho extremamente paradoxal e intrigante se pensar que num mundo 'crentelizado' se há muito pouca religião.
Contudo, considero igualmente intrigante e paradoxal se pensar que dentre as religiões (essas que chamamos de religião, de fato!)se há tão pouco...de Deus!
Enquanto ao 'mundo crentelizado' faltam-se as leis,os estatutos, os mandamentos, os preceitos, as doutrinas e a organização. Às religiões (muitas vezes) sobram-se orgulho, vaidade, vãos formalismos e pretensão. Falta-se humildade, falta-se união, falta-se amor...e se falta amor, falta-se DEUS, porque Ele o é.
É um contexto perturbador esse que vivemos. Mas, bem condizente ao contexto profético de Mateus 24. É em poucas palavras 'o tempo do fim'. Tempo em que como muito bem descreve (e muito bem canta) Leonardo Gonçalves, "ignoram-se a Lei do Senhor...e quem não ignora estatutos, ignora a essência da lei que é o amor. MAS ELE VIRÁ!" Isso é fato. Incontestável!
Felícia Verena